Investidor, o FGC realmente te protege???

 Quando eu achei que iria ficar rico assistindo vídeos de canais financeiros no YouTube, me deparei com a seguinte "informação ":


Pode investir seu dinheiro tranquilo em fundos de ações, porque se o fundo quebrar, o FGC, que é o fundo garantidor de crédito, vai devolver seu dinheiro até o limite de 250 mil reais por fundo. Sempre achei que era muito bom para ser verdade. Afinal, se o fundo fizesse besteira e quebrasse o governo iria sair distribuindo até 250 mil para cada investidor, assim fácil? Pois é; quando a esmola é muita o santo desfia. E não é que o FGC não quer pagar a indenização dessa forma para todo mundo? Tanto que entrou na justiça e ganhou. Este ano de 2020, mais precisamente em agosto, o STJ decidiu que o FGC na verdade não garante os " investidores " do fundo, mas sim o fundo em si. Logo, se um fundo com 250 pessoas quebrar, mesmo que cada uma tenha investido os 250 mil que em tese eram garantidos, o FGC só vai indenizar o fundo em si, sendo que, na melhor das hipóteses os investidores vão receber menos de mil reais cada, porque o fundo ainda ter a despesas pra pagar com esse dinheiro, antes de repassar o saldo aos investidores. Segue a decisão do STJ: (REsp 1.454.238/SP, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti). (Informativo n. 678)A associação deve ser considerada uma única investidora, para fins de cobertura, fazendo jus somente ao teto então vigente.Esta Corte Superior já enfrentou a controvérsia acerca da aplicação do teto de cobertura do FGC na hipótese de fundos de previdência, tendo também concluído que o teto de cobertura se aplica para o montante do fundo, não à parcela devida para cada beneficiário do fundo de previdência (REsp 1.453.957/SP, Rel. Ministro Paulo de Tarso San severino, Terceira Turma, DJe 26/06/2015).O Fundo exerce uma função social de proteção do pequeno investidor, que tem condições limitadas de avaliação de risco, estimulando, assim, a participação do cidadão comum no mercado financeiro. Verifica-se, pois, que a pretendida garantia de valores de vulto, aplicados por investidores qualificados, como é o caso de uma instituição de previdência complementar, não se insere nos objetivos da garantia ordinária do FGC, podendo prejudicar a finalidade para a qual foi criado o Fundo, criando risco moral, na medida em que incentivaria o investimento em instituições financeiras de conduta arrojada e arriscada, em detrimento de bancos que efetuam aplicações mais responsáveis e, por esse motivo, em geral, menos lucrativas"

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